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Utilidade pública #3

Não testei essas informações (nem celular eu tenho no momento), mas me repassaram e vou postar aqui.

Número universal de emergência em celulares: 112

Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado.

Bateria reserva

Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas: *3370#
Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria.

Número de série do celular

Para descobrir o número de série do seu celular, digite *#06#. Um código de 15 dígitos aparecerá. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma.

Como falei antes, não testei nada. Caso queira fazer, sua conta e risco, né… (mas que é interessante, é)

novo site negobom!

Novo site do coletivo NEGOBOM lançado!

http://www.coletivonegobom.com/

resultado concurso

este ano, eu e aline pessoa participamos do concurso ‘arquitetando a cidadania’, promovido pelo núcleo de decoração de pernambuco.

o concurso tinha como objetivo resumido o seguinte: “visa mobilizar os profissionais e estudantes de arquitetura e design e artesãos, a participarem de um CONCURSO para criação de mobiliários práticos, utilizando materiais recicláveis e/ou de baixíssimo custo, de fácil acesso na comunidade criando alternativas para substituir os produtos de linha.

nós participamos do concurso com o projeto “simplesmente bomba”. o nome faz referência à comunidade beneficiada (diretamente) pelo concurso – bomba do hemetério.



fomos selecionados para a 2ª fase e, dia 11 deste mês saiu o resultado final:

fomos 1 dos 5 premiados!

ficamos muito felizes com o resultado, claro. mas também pela temática do concurso, com a participação de alunos e pelos projetos apresentados.
espero que projetos com objetivos e desenvolvimento similares sejam realizados dentro das universidades, ainda mais em cursos de design.

clique aqui e baixe o PDF que explica o projeto.

quem quiser trocar ideia, é só chamar!

abraços,

elefantes de pilot

Cronica da loucura

por Luis Fernando Veríssimo

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos.

Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra.

Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas.

Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.

O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera.

Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco.

Ninguém olha para ninguém.

O silencio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um “consultório médico”, como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos..

Na última quarta-feira, estávamos:

1. Eu

2. Um crioulinho muito bem vestido,

3. Um senhor de uns cinqüenta anos e

4. Uma velha gorda.

(1) Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do principio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.

(2) O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do “Harmonia do Samba”? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

(3) E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

(4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos.. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse.

Acabou o meu tempo.

Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.

Conto para ele a minha “viagem” na sala de espera.

Ele ri, ….. ri muito, o meu psicanalista, e diz:

– O Ditinho é o nosso office-boy.

– O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios e passa aqui uma vez por mês com as novidades.

– E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.

– E você, não vai ter alta tão cedo…

Birth of Architecture

A quatro palmos do meu nariz

Estende-se a fronteira de minha Pessoa,

E todo o ar ocioso que aí se situa

É de uso e domínio particular.

Senhor, a menos que com olhos lassos

Eu o convide a confraternizar,

Tome cuidado para não desrespeitá-la:

Não tenho armas, mas posso cuspir.

W.H. Auden, “Prologue: The Birth of Architecture”

 

conclusão

depois que aprendi a voar nunca mais coloquei os pés no chão.