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Archive for the ‘diversos’ Category

No dia 9 de março essa encomenda foi postada pra mim. Um PAC (encomenda normal), e deram o prazo de 7 dias úteis para ser entregue. Os dias foram passando e nada da encomenda chegar aqui em Vitória/ES. Liguei para agências, ctce’s, cee’s da cidade de origem da encomenda e nada. Rastreando pelo site dos Correios, vi que dia 13 de março foi encaminhado para Vitória. Depois, dia 22, foi parar em Curitiba, não sei porque. Liguei de novo para os locais anteriores e pra agências de Curitiba e aqui de Vitória. Disseram que foi um erro de arrumação de malote, algo assim.Enquanto isso eu ligava constatemente pro SAC (0800 725 0100) e tentava obter explicações, mas só sabiam repetir que pelo sistema estava encaminhado e que abririam uma reclamação, e no prazo de 5 dias úteis dariam a resposta. Passaram-se 6 dias úteis e eles não me responderam. Abri outra reclamação de pedido de indenização por não cumprimento de prazo. Somente ontem, dia 3 de abril, depois de 17 dias úteis (ou quase 30 dias corridos) a encomenda chegou em Vitória.
Fui hoje buscar nos correios e para minha surpresa, vi isso que vocês estão vendo no vídeo: uma caixa toda destruída, com bolor, molhada, embalada num saco plástico.


A atendente só soube me falar que chegou assim e me mostrou um documento que dizia o seguinte: EMBALAGEM DANIFICADA DEVIDO A ACIDENTE RODOVIÁRIO DIA 14 DE MARÇO, e um carimbo do dia 17.
Ou seja, muitos erros dos correios.
1 – cumprimento de prazo: eram 7 dias úteis. Passaram-se 17.

2 – a encomenda foi parar em Curitiba, confirmado como erro por uma gerente do CTCE aqui em Vitória.

3 – o acidente ocorrou dia 14 e a avaliação dia 17, mas não avisaram nada sobre tal fato e mesmo assim enviaram a encomenda, o que foi confirmado como erro pela gerente da agência aqui em Vitória.

4 – destruíram não só a embalagem como todo o conteúdo.

5 – nesse documento que eles enviaram, tem várias opções para marcar (vejam o link abaixo com as fotos), porém eles não marcam que o conteúdo foi destruido, embalagem destroçada, nada. Só que foi ‘danificada’. Que avaliação é essa?


E tem mais.
A gerente da agência disse que eles só indenizam se o produto sumir, “só” danificar não é motivo de indenização. Como assim?

Ouvi muita gente falar “Ah, é assim mesmo, sempre demora.”, “Um dia chega, vamos acreditar?” (frase de uma gerente do CTCE de Vitória), “Vai criar caso por isso?”. A resposta é sim. Vou criar caso. Os Correios estão totalmente errados, tentam de diversas maneiras esconder os erros, fazendo os clientes de bobos, falando pra ligar pro 0800 que fala pra esperar e não resolve nada, e vai jogando a culpa. Não vou aceitar isso de forma alguma.
Peço a vocês que também não aceitem este tipo de atitude. Temos que mostrar os erros e cobrar por isso. Nada foi de graça. Não estavam fazendo um favor. É um serviço pago, e que muitos utilizam.
Peço que divulguem este caso para que possamos ter um melhor serviço deste tipo no país, uma vez que praticamente não temos outra opção de empresa.

Agradeço a atenção e colaboração de todos.

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Finalmente coloquei na parede um trabalho que comprei diretamente das mãos de Tide Hellmeister, quando ele veio aqui em Vitória, em 2008, participar de um seminário de ilustração e design editorial.
Pena que se via de longe as dificuldades que ele tinha em andar e respirar… Fumava muito…
No mesmo ano morreu.

Fica a dica pra referência. Excelentes trabalhos.

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texto de Affonso Romano de Sant’Anna
.
Eu tinha lido que, lá na Índia, elefantes olhando o crepúsculo, às vezes, choram. Mas agora está aí esse filme “Camelos também choram”.
A gente sabe que porcos e cabritos, quando estão sendo mortos, soltam gemidos e berros dilacerantes. Mas quem mata galinha no interior nunca relatou ter visto lágrimas nos olhos delas. Contudo,  esse filme feito sobre uma comunidade de pastores de ovelhas e camelos, lá na Mongólia, mostra que os camelos choram, mas choram não diante da morte, mas em certa circunstância que faria chorar qualquer ser humano. E na plateia, eu vi, os não camelos também choravam.
Para nós, tão afastados da natureza, olhando a dureza do asfalto e a indiferença dos muros e vitrinas; para nós que perdemos o diálogo com plantas e animais, e, por consequência, conosco mesmos, testemunhar com aquela bela família de mongóis o nascimento de um filhote de camelo e sua relação com a mãe é uma forma de reencontrar a nossa própria e destroçada humanidade.
É isto: eles vivem num deserto. Terra árida, pedregosa. Eles, dentro daquelas casas redondas de lona e madeira, que podem ser montadas e desmontadas. Lá fora, um vento permanente ou o assombro do silêncio e da escuridão. E as ovelhas e carneiros ali em torno, pontuando a paisagem e sendo a fonte de vida dos humanos.
Sucede, então, que a rotina é quebrada com o parto difícil de um camelinho. Por isto, a mãe camela o rejeita. O filho ali, branquinho, mal se sustentando sobre as pernas, querendo mamar, e ela fugindo, dando patadas e indo acariciar outro filhote, enquanto o rejeitado geme e segue inutilmente a mãe na seca paisagem.
A família mongol e vizinhos tentam forçar a mãe camela a alimentar o filho. Em vão. Só há uma solução, diz alguém da família, mandar chamar o músico. Ao ouvir isto estremeci, como se me preparasse para testemunhar um milagre. E o milagre começou musicalmente a acontecer.
Dois meninos montam agilmente seus camelos e vão a uma vila próxima chamar o músico. É uma vila pobre, mas já com coisas da modernidade, motos, televisão, e, na escola de música, dentro daquele deserto, jovens tocam instrumentos e dançam, como se a arte brotasse lindamente das pedras. O professor de música, como se fosse um médico de aldeia chamado para uma emergência, viaja com seu instrumento de arco e cordas para tentar resolver a questão da rejeição materna.
Chega. E ali no descampado, primeiro coloca o instrumento com uma bela fita azul sobre o dorso da mãe camela. A família mongol assiste à cena. Um vento suave começa a tanger as cordas do instrumento. A natureza, por si mesma, harpeja sua harmônica sabedoria. A camela percebe. Todos os camelos percebem uma música reordenando suavemente os sentidos. Erguem a cabeça, aguçam os ouvidos, e esperam.
A seguir, o músico retoma seu instrumento e começa a tocá-lo, enquanto a dona da camela afaga o animal e canta. E enquanto cordas e voz soam, a mãe camela começa a acolher o filhote, empurrando-o docemente. E o filhote, antes rejeitado e infeliz, vem e mama, mama, mama desesperadamente feliz.
E enquanto ele mama e a música continua, a câmara mostra em primeiro plano que lágrimas desbordam umas após outras dos olhos da mãe camela, dando sinais de que a natureza se reencontrou a si mesma, a rejeição foi superada, o afeto reuniu num todo amoroso os apartados elementos.
Nós, humanos, na plateia, olhamos aquilo estarrecidos. Maravilhados. Os mongóis na cena constatam apenas mais um exercício de sua milenar sabedoria.
E nós, que perdemos o contato com o micro e o macrocosmos, ficamos bestificados com nossa ignorância de coisas tão simples e essenciais.
Bem que os antigos falavam da terapêutica musical. Casos de instrumentos que abrandavam a fúria, curavam a surdez, a hipocondria, e saravam até a mania de perseguição.
Bem que o pensamento místico hindu dizia que a vida se consubstancia no universo com o primeiro som audível – um ré bemol – e que a palavra só surgiria mais tarde.
Bem que os pitagóricos, na Grécia, sustentavam que o universo era uma partitura musical, que o intervalo musical entre a Terra e a Lua era de um tom, e que o cosmos era regido pela harmonia das esferas. Os primitivos na Mongólia sabem disto. Os camelos também. Mas nós, os pós-modernos cultivamos a rejeição, a ruptura e o ruído.
Haja professor de música para consertar isto.
Veja o vídeo. Vale a pena.

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Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 8,900 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 21 747s cheios.

 

Em 2010, escreveu 24 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 78 artigos. Fez upload de 15 imagens, ocupando um total de 3mb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.

The busiest day of the year was 23 de outubro with 461 views. The most popular post that day was agressão na ufes.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, pt-br.wordpress.com, mail.yahoo.com, mail.live.com e prea.wordpress.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por desenho, prea, material reciclado, trabalhos reciclados e trabalhos com materiais reciclados

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

agressão na ufes outubro, 2010
15 comentários

2

desenho-18-06-09-caio-100 junho, 2009
2 comentários

3

10º Premio EcoPet agosto, 2009

4

E o PREA? setembro, 2010
4 comentários

5

Trabalho novo! agosto, 2009
3 comentários

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novo site negobom!

Novo site do coletivo NEGOBOM lançado!

http://www.coletivonegobom.com/

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este ano, eu e aline pessoa participamos do concurso ‘arquitetando a cidadania’, promovido pelo núcleo de decoração de pernambuco.

o concurso tinha como objetivo resumido o seguinte: “visa mobilizar os profissionais e estudantes de arquitetura e design e artesãos, a participarem de um CONCURSO para criação de mobiliários práticos, utilizando materiais recicláveis e/ou de baixíssimo custo, de fácil acesso na comunidade criando alternativas para substituir os produtos de linha.

nós participamos do concurso com o projeto “simplesmente bomba”. o nome faz referência à comunidade beneficiada (diretamente) pelo concurso – bomba do hemetério.



fomos selecionados para a 2ª fase e, dia 11 deste mês saiu o resultado final:

fomos 1 dos 5 premiados!

ficamos muito felizes com o resultado, claro. mas também pela temática do concurso, com a participação de alunos e pelos projetos apresentados.
espero que projetos com objetivos e desenvolvimento similares sejam realizados dentro das universidades, ainda mais em cursos de design.

clique aqui e baixe o PDF que explica o projeto.

quem quiser trocar ideia, é só chamar!

abraços,

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Nos últimos meses a minha família tem se dedicado a cumprir a profecia do Paulo Sant’Ana: aquela de que você ainda será assaltado. Entre um boletim de ocorrência e outro, corridas a bancos para cancelar os cartões de crédito, esperas em antessalas de delegacias e seguradoras, tenho tido algumas idéias como, por exemplo, distribuir senhas para os meus assaltantes ou instalar uma porta giratória lá em casa para facilitar a entrada e saída dos meliantes. Talvez estes procedimentos tragam um pouco de ordem, e conseguirei algum progresso para sair deste caos. Ordem e progresso… já li isso em algum lugar? Bem, mas não vem ao caso. Vamos ao que interessa.
O que eu realmente quero é ser tratado como bandido neste país. Exijo os mesmos direitos constitucionais. Não deixo por menos. Quero isonomia de tratamento. Explico.
Primeiramente, quero ter o direito de ir e vir livremente, a qualquer hora do dia ou da noite, caminhar pelas ruas e parques sem preocupações, e não viver mais com medo, atrás de grades e barras de ferro. Igualzinho aos bandidos. Exijo, também, ter o direito de defender a minha família e o meu patrimônio com armas apropriadas. Atualmente a legislação só permite que eu utilize em minha defesa uma faca de pão (com lâmina inferior a 10 centímetros), e um cabo de vassoura. Usados com muita moderação. Ai de mim
se eu machucar o meliante! Aí sim eu vou sentir na pele o que é o rigor da lei brasileira. Quero ter uma arma de verdade, adquirida
livremente no comércio local, sem necessidade de porte, exame de tiro, psicotécnico e pagamento de taxas. Quero também poder usá-la e não precisar estar ferido pelo arrombador, dentro da minha própria residência, para começar a defesa da minha vida. Enfim, tudo aquilo que não se aplica aos bandidos não deve ser aplicado a mim.
Tem mais. Não quero mais pagar imposto sobre o produto do meu trabalho (aquilo que os meus ex-alunos, hoje na Receita Federal, teimam em chamar de “renda”). Bandido não é tributado, não paga imposto sindical nem conselho regional. Exijo o mesmo tratamento fiscal. E, se por acaso eu ficar impedido de trabalhar, gostaria que meus filhos e esposa recebessem uma pensão do
Estado, todo o santo mês, igualzinho aos filhos e esposas dos bandidos. Afinal, minha família também merece um tratamento assim, justo e diferenciado. E digo mais: cairia muito bem um acompanhamento de alguma ONG de direitos humanos para fiscalizar o processo e cuidar do nosso bem-estar.
E, se um dia eu vier a dar entrada no Pronto Socorro com algum ferimento grave, gostaria de ter a mesma prioridade no atendimento que os criminosos. Afinal, eu ainda pago imposto (o que eu espero seja extinto em breve) e faço, como professor, a minha contribuição para o desenvolvimento desta florescente economia. Mas, se algum dia, por um infortúnio eu vier a cometer algum ato ilícito e for preso, espero ter um apoio jurídico gratuito imediato, e que a área judiciária tenha a mesma consideração comigo,
liberando-me rapidamente. Afinal, eu tenho coisas mais importantes a fazer na vida como esta, a de buscar igualdade de tratamento perante a lei com os meus compatriotas contraventores. Afinal, é meu direito constitucional.

texto por Gilberto de Oliveira Kloeckner – Professor da UFRGS

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