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Pra comemorar o dia de hoje (4 de Maio, May 4th, #starwarsday), resolvi vender:

Usei 4 vezes e só. Tamanho 39 (BR) ou 7 1/2 (EUA).
É original. Não tenho a embalagem toda, mas tenho o suporte e alguns adesivos.
Inclusive hoje já baixei o preço. Se vocês pesquisarem, vão ver que é o mais barato,  hein.

O link pro mercado livre é esse aqui embaixo, mas quem tiver interesse, só mandar email > caioecaio@gmail.com

link para o mercado livre

Kokoro

A monja Coen não procura descrever as cenas da tragédia do 11 de março, mas nos transmitir um pouco da sabedoria oriental diante da tragédia – e penso que ela tenha conseguido.

JAPÃO

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro. Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência. Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar a serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar.  Educação para ser capaz  de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo  de duas maneiras. A primeira, pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda, pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.

Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros. Nos abrigos, a surpresa dos repórteres norte-americanos: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém.  Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área.  As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as  filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica,  alimentos, roupas e escalda-pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques.  Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.  Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão. Sumimasen é outra palavra chave.  Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver.  Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta.  Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo.

Sumimasen. Quando temos humildade e respeito, pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidados e respeitados. O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei.  Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto. Acompanhando as transmissões na TV e na Internet, pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de  resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais. Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”. Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas.  Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória,  nada é seguro neste mundo,  tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade, podemos perceber como tudo  está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra.  O planeta tem seu próprio movimento e vida.  Estamos na superfície, na casquinha mais fina.  Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos.  O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos.  E isso já é uma tarefa e tanto. Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março. Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar. Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer: todas.  Todas eram e são pessoas de meu conhecimento.  Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência.  Aprendi a respeitar meus ancestrais.

Mãos em prece (gassho)

Monja Coen

No dia 9 de março essa encomenda foi postada pra mim. Um PAC (encomenda normal), e deram o prazo de 7 dias úteis para ser entregue. Os dias foram passando e nada da encomenda chegar aqui em Vitória/ES. Liguei para agências, ctce’s, cee’s da cidade de origem da encomenda e nada. Rastreando pelo site dos Correios, vi que dia 13 de março foi encaminhado para Vitória. Depois, dia 22, foi parar em Curitiba, não sei porque. Liguei de novo para os locais anteriores e pra agências de Curitiba e aqui de Vitória. Disseram que foi um erro de arrumação de malote, algo assim.Enquanto isso eu ligava constatemente pro SAC (0800 725 0100) e tentava obter explicações, mas só sabiam repetir que pelo sistema estava encaminhado e que abririam uma reclamação, e no prazo de 5 dias úteis dariam a resposta. Passaram-se 6 dias úteis e eles não me responderam. Abri outra reclamação de pedido de indenização por não cumprimento de prazo. Somente ontem, dia 3 de abril, depois de 17 dias úteis (ou quase 30 dias corridos) a encomenda chegou em Vitória.
Fui hoje buscar nos correios e para minha surpresa, vi isso que vocês estão vendo no vídeo: uma caixa toda destruída, com bolor, molhada, embalada num saco plástico.


A atendente só soube me falar que chegou assim e me mostrou um documento que dizia o seguinte: EMBALAGEM DANIFICADA DEVIDO A ACIDENTE RODOVIÁRIO DIA 14 DE MARÇO, e um carimbo do dia 17.
Ou seja, muitos erros dos correios.
1 – cumprimento de prazo: eram 7 dias úteis. Passaram-se 17.

2 – a encomenda foi parar em Curitiba, confirmado como erro por uma gerente do CTCE aqui em Vitória.

3 – o acidente ocorrou dia 14 e a avaliação dia 17, mas não avisaram nada sobre tal fato e mesmo assim enviaram a encomenda, o que foi confirmado como erro pela gerente da agência aqui em Vitória.

4 – destruíram não só a embalagem como todo o conteúdo.

5 – nesse documento que eles enviaram, tem várias opções para marcar (vejam o link abaixo com as fotos), porém eles não marcam que o conteúdo foi destruido, embalagem destroçada, nada. Só que foi ‘danificada’. Que avaliação é essa?


E tem mais.
A gerente da agência disse que eles só indenizam se o produto sumir, “só” danificar não é motivo de indenização. Como assim?

Ouvi muita gente falar “Ah, é assim mesmo, sempre demora.”, “Um dia chega, vamos acreditar?” (frase de uma gerente do CTCE de Vitória), “Vai criar caso por isso?”. A resposta é sim. Vou criar caso. Os Correios estão totalmente errados, tentam de diversas maneiras esconder os erros, fazendo os clientes de bobos, falando pra ligar pro 0800 que fala pra esperar e não resolve nada, e vai jogando a culpa. Não vou aceitar isso de forma alguma.
Peço a vocês que também não aceitem este tipo de atitude. Temos que mostrar os erros e cobrar por isso. Nada foi de graça. Não estavam fazendo um favor. É um serviço pago, e que muitos utilizam.
Peço que divulguem este caso para que possamos ter um melhor serviço deste tipo no país, uma vez que praticamente não temos outra opção de empresa.

Agradeço a atenção e colaboração de todos.

Inquieta colagem

Finalmente coloquei na parede um trabalho que comprei diretamente das mãos de Tide Hellmeister, quando ele veio aqui em Vitória, em 2008, participar de um seminário de ilustração e design editorial.
Pena que se via de longe as dificuldades que ele tinha em andar e respirar… Fumava muito…
No mesmo ano morreu.

Fica a dica pra referência. Excelentes trabalhos.

utilidade pública #5

Recebi este e-mail mas não sei se é totalmente verdade, como funciona e etc, mas não custa repassar…

Segue  a lista dos medicamentos que o governo fornece gratuitamente desde 16 de Fevereiro de 2011 para todos que necessitarem. Basta levar a receita (com até quatro meses de emitida), o CPF e a identidade com foto a qualquer Farmácia Popular.

Remédios para anticoncepção, asma, diabetes, doença de Parkinson, glaucoma, hipertensão, osteoporose, rinite e outros estão disponíveis à toda população.

Clique aqui e veja a lista.

Camelos também choram

texto de Affonso Romano de Sant’Anna
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Eu tinha lido que, lá na Índia, elefantes olhando o crepúsculo, às vezes, choram. Mas agora está aí esse filme “Camelos também choram”.
A gente sabe que porcos e cabritos, quando estão sendo mortos, soltam gemidos e berros dilacerantes. Mas quem mata galinha no interior nunca relatou ter visto lágrimas nos olhos delas. Contudo,  esse filme feito sobre uma comunidade de pastores de ovelhas e camelos, lá na Mongólia, mostra que os camelos choram, mas choram não diante da morte, mas em certa circunstância que faria chorar qualquer ser humano. E na plateia, eu vi, os não camelos também choravam.
Para nós, tão afastados da natureza, olhando a dureza do asfalto e a indiferença dos muros e vitrinas; para nós que perdemos o diálogo com plantas e animais, e, por consequência, conosco mesmos, testemunhar com aquela bela família de mongóis o nascimento de um filhote de camelo e sua relação com a mãe é uma forma de reencontrar a nossa própria e destroçada humanidade.
É isto: eles vivem num deserto. Terra árida, pedregosa. Eles, dentro daquelas casas redondas de lona e madeira, que podem ser montadas e desmontadas. Lá fora, um vento permanente ou o assombro do silêncio e da escuridão. E as ovelhas e carneiros ali em torno, pontuando a paisagem e sendo a fonte de vida dos humanos.
Sucede, então, que a rotina é quebrada com o parto difícil de um camelinho. Por isto, a mãe camela o rejeita. O filho ali, branquinho, mal se sustentando sobre as pernas, querendo mamar, e ela fugindo, dando patadas e indo acariciar outro filhote, enquanto o rejeitado geme e segue inutilmente a mãe na seca paisagem.
A família mongol e vizinhos tentam forçar a mãe camela a alimentar o filho. Em vão. Só há uma solução, diz alguém da família, mandar chamar o músico. Ao ouvir isto estremeci, como se me preparasse para testemunhar um milagre. E o milagre começou musicalmente a acontecer.
Dois meninos montam agilmente seus camelos e vão a uma vila próxima chamar o músico. É uma vila pobre, mas já com coisas da modernidade, motos, televisão, e, na escola de música, dentro daquele deserto, jovens tocam instrumentos e dançam, como se a arte brotasse lindamente das pedras. O professor de música, como se fosse um médico de aldeia chamado para uma emergência, viaja com seu instrumento de arco e cordas para tentar resolver a questão da rejeição materna.
Chega. E ali no descampado, primeiro coloca o instrumento com uma bela fita azul sobre o dorso da mãe camela. A família mongol assiste à cena. Um vento suave começa a tanger as cordas do instrumento. A natureza, por si mesma, harpeja sua harmônica sabedoria. A camela percebe. Todos os camelos percebem uma música reordenando suavemente os sentidos. Erguem a cabeça, aguçam os ouvidos, e esperam.
A seguir, o músico retoma seu instrumento e começa a tocá-lo, enquanto a dona da camela afaga o animal e canta. E enquanto cordas e voz soam, a mãe camela começa a acolher o filhote, empurrando-o docemente. E o filhote, antes rejeitado e infeliz, vem e mama, mama, mama desesperadamente feliz.
E enquanto ele mama e a música continua, a câmara mostra em primeiro plano que lágrimas desbordam umas após outras dos olhos da mãe camela, dando sinais de que a natureza se reencontrou a si mesma, a rejeição foi superada, o afeto reuniu num todo amoroso os apartados elementos.
Nós, humanos, na plateia, olhamos aquilo estarrecidos. Maravilhados. Os mongóis na cena constatam apenas mais um exercício de sua milenar sabedoria.
E nós, que perdemos o contato com o micro e o macrocosmos, ficamos bestificados com nossa ignorância de coisas tão simples e essenciais.
Bem que os antigos falavam da terapêutica musical. Casos de instrumentos que abrandavam a fúria, curavam a surdez, a hipocondria, e saravam até a mania de perseguição.
Bem que o pensamento místico hindu dizia que a vida se consubstancia no universo com o primeiro som audível – um ré bemol – e que a palavra só surgiria mais tarde.
Bem que os pitagóricos, na Grécia, sustentavam que o universo era uma partitura musical, que o intervalo musical entre a Terra e a Lua era de um tom, e que o cosmos era regido pela harmonia das esferas. Os primitivos na Mongólia sabem disto. Os camelos também. Mas nós, os pós-modernos cultivamos a rejeição, a ruptura e o ruído.
Haja professor de música para consertar isto.
Veja o vídeo. Vale a pena.

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 8,900 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 21 747s cheios.

 

Em 2010, escreveu 24 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 78 artigos. Fez upload de 15 imagens, ocupando um total de 3mb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.

The busiest day of the year was 23 de outubro with 461 views. The most popular post that day was agressão na ufes.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, pt-br.wordpress.com, mail.yahoo.com, mail.live.com e prea.wordpress.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por desenho, prea, material reciclado, trabalhos reciclados e trabalhos com materiais reciclados

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

agressão na ufes outubro, 2010
15 comentários

2

desenho-18-06-09-caio-100 junho, 2009
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3

10º Premio EcoPet agosto, 2009

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E o PREA? setembro, 2010
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Trabalho novo! agosto, 2009
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